EXPERIMENTAR | FRUIR

15h30 – 17h30 

Oficinas

24 | 25 de Agosto sexta-feira | sábado
Escola Secundária Diogo Gouveia

Ana Garcia Castellano
Oficina de Narração Cénica

Sinopse
Seja na sinfonia de um drama ou na  boca de um só narrador, o cenário não é mais do que uma página em branco onde a história se desenrola. Interpretar um personagem ou contar um conto recorre a vozes diferentes . Em ambos os casos contamos com os mesmos instrumentos : a voz e o gesto. Teatro, narração? Existe uma fronteira?

Objectivos da oficina
1 – Explorar as capacidades expressivas ao serviço da narração oral.
2 – Os contos e sua simbologia.
3 –  Aproximarmo-nos e movermo-nos nos  espaços do narrador: o espaço real e o espaço imaginário.
4 – Contar uma história: somos testemunhas dos sucessos que narramos.

Dinâmica
1 – Voz e gesto, com exercício de respiração e desinibição.
2 – A máscara neutra como caminho até ao imaginário da história.
3 – Contaremos um conto (preferencialmente breve : não mais do de cinco minutos),
analisaremos a história e descobriremos os recursos que utilizamos  para a transmitir.

NOTA: Recomenda-se que os participantes tragam um conto curto, com o objectivo de o contarem e roupa cómoda.

24 de Agosto sexta-feira
Escola Secundária Diogo Gouveia

Pablo Albo
Perigos e prazeres de contar histórias

Sinopse
Sabemos que os narradores usam o olhar , o gesto e a palavra.  Todos o fazemos. Todos contamos com os recursos que fazem falta para a narração.

Nesta oficina pretendemos parar e ficar a ver como nos olhamos,  escutar como nos surgem as palavras, sentir como se move o nosso corpo, o que  dizem as nossas mãos , como o nosso rosto nos denuncia.


Tentaremos saber como fazer para tirar os contos do papel e lançá-los ao ar. Apresentaremos também os inimigos . Basicamente o ruído e a monotonia. E falaremos do medo e dos boatos que nos assomam.

24 de Agosto sexta-feira
Escola Secundária Diogo Gouveia

Virgínia Imaz 
E que tenha de repente – Oficina sobre a arte de contar contos

Sinopse
1) Oralidade primária, secundária e terciária. Aprender a escutar para aprender a contar. Vocabulário activo e passivo.
2) Repentização. A memória do coração. A memória como ofício. A paixão de dizer.
3) O tempo do relato.
4) A linguagem metafórica.  Símbolos e arquétipos. Os nomes próprios como destino.


5) O mal e a perversão dos contos. Protagonistas das história.
6) O conto como viagem. Viagens com e sem regresso . A reparação.
7) O Conto como árvore. O espírito profundo dos contos.
O ponto de vista. O conflito.
8) Contar com os contos  para educar.

24 | 25 de Agosto sexta-feira | sábado
Escola Secundária Diogo Gouveia

Benita Prieto
Modos de ler no século XXI

Sinopse
Dos tempos de Sherazade ao contemporâneo ciberespaço, a palavra sempre foi salvação e castigo. Como encarar a literatura multimédia, participativa, não linear e que não se lê em livros? Esse é o desafio.

24 de Agosto sexta-feira
Escola Secundária Diogo Gouveia

Maurício Corrêa Leite 
Não somos mais crianças – Leitura para jovens

Descobrir que já não somos mais crianças é um momento decisivo na vida de todos nós. Nem sempre os livros literários oferecidos nas escolas e nas bibliotecas nos acompanham nessa fase da vida. É preciso garimpar as histórias certas, as mais fascinantes para quem, de uma hora para outra, sente estar a dizer adeus à infância. 

Oficina dirigida a profissionais que queiram trabalhar em promoção de leitura para jovens.

 

24 de Agosto sexta-feira
Escola Secundária Diogo Gouveia

Ana Saldanha
Escrever para a Infância – Oficina de escrita criativa

Tenho uma cave na minha infância, como todos temos uma cave, que pode ser no sótão ou ao fundo do jardim ou na minha cabeça ao adormecer.
Ana Saldanha, Para o Meio da Rua

Nesta oficina de escrita criativa, proponho que vasculhemos essa cave, sótão ou fundo do jardim da nossa infância à procura de memórias. Depois de lhes limparmos o pó, vamos pô-las ao serviço da produção de um texto narrativo curto. As actividades de escrita autobiográfica proporcionam momentos de auto-conhecimento e podem ser simultaneamente pontos de partida para a criação de textos de ficção. Assim, após um breve debate sobre as implicações de escrever para e/ou sobre a infância, exploraremos o potencial criativo das nossas memórias através de exercícios orais. 

 

Essa partilha de recordações, genuínas ou imaginadas, constituirá uma reserva de ideias a explorar na fase seguinte, em que cada participante elaborará o seu texto. Por fim, os textos produzidos serão apresentados ao grupo e debatidos. A troca de impressões construtivas, espera-se, promoverá o aperfeiçoamento das técnicas de envolvimento do leitor. Cada participante poderá posteriormente, em casa, trabalhar o seu texto e voltar a apresentá-lo ao grupo através de contactos por e-mail. Poderá assim criar-se uma comunidade virtual de escrita.

 

24 de Agosto sexta-feira
Escola Secundária Diogo Gouveia

Eugénio Roda
Bem-dito bocadito com o lobito mal-dito

Contar por tudo e por nada
Os homens contam por tudo e por nada, descontam quase tudo ou quase nada, recontam tudo e mais alguma coisa. E tanto têm em conta este ou aquele como perdem a conta disto ou daquilo. Vista como privilégio que é, esta capacidade humana é libertadora. Vista como condição que é, esta característica humana mantém-na refém nos seus próprios espartilhos. Nas suas narrativas, o ser humano (ab)usa (de) outros seres: seres da sua própria espécie, seres de outras espécies. Fala deles para falar de si, põe-lhes as suas virtudes e os seus defeitos, atribui-lhes identidades e significados, define sobre eles padrões, cola-lhes rótulos, estigmatiza-os.


Uma das espécies mais sacrificadas na literatura oral e escrita é o lobo. À volta do lobo replicam-se estímulos, limitam-se percepções, contrai-se o imaginário, constrange-se a criatividade: não só mas também e assim e assado. Vamos usar a linguagem para fazer com ela o que ela nos permite dizer e nos obriga a fazer: encontrar significados, construir e reconstruir sentidos, comunicar pontos de vista. Numa escrita-leitura pessoal e automática, prevista e imprevisível, individual e colaborativa, vamos passar um bom bocado na toca do lobo dito mau: toca a contar, toca a recortar, toca a conversar, toca a colar, toca a escrever, toca a colaborar, toca a ler, toca a redescobrir, toca a divertir.

24 | 25 de Agosto sexta-feira | sábado
Escola Secundária Diogo Gouveia

Gisela Cañamero 
Morder e Soprar – Narrativas da Memória: processos de representação

Sinopse
O trabalho com as narrativas da memória possibilita inúmeras navegações e plasmações. No fundo, as memórias de vivências ou de relatos ganham um novo fôlego quando transfiguradas pela percepção de quem as consegue não apenas relatar, mas mostrar e revelar, no âmbito de uma instauração transfigurada e carregada do tempo presente.


Bartolomeu Campos de Queirós, escritor brasileiro, deixou-nos em legado a seguinte frase: «A memória é como cobra: morde e sopra». Pois bem: veremos como a partilha das memórias pode ser
soprada em corpo essencial para a plasmação literária e performativa.

25 de Agosto sábado
Cave da BMB

Margarida Botelho | Mário Rainha
Big Bang Boom!
( sugere-se que traga  roupa velha)

Sinopse
Desde há bilhões de anos, que a cada segundo que passa acontecem pequenos grandes Big Bang Boom(s). No planeta Terra todos os dias nascem bebés que geram mudança e que dão início a novas galáxias familiares. Nesta oficina/performance tendo a criação do universo como metáfora celebraremos o nascimento e o crescimento livre através da ilustração em grande escala.

Com o corpo guiado pela música, a ilustração dará continuidade a esse movimento crescente. Haverá riscadores de diferentes escalas, texturas, formas e pesos. As cores naturais feitas a partir de vegetais, frutas e especiarias estarão disponíveis numa sala preparada para todo o tipo de sinestesias, explorações e explosões. No final, depois da criação, como quem espreita o atelier do artista, iremos fruir da surpreendente ilustração coletiva Big Bang Boom!

25 de Agosto sábado
Escola Secundária Diogo Gouveia

Roseana Murray
Identidade: oficina de leitura e escrita de poesia

Sinopse
A oficina identidades de poesia leitura e escrita, percorre toda a existência desde antes do nascimento, quando ainda éramos o sonho de alguém , até ao final.Com os poemas de Roseana Murray vamos pontuando cada fase da vida: nascimento, infância, adolescência , maturidade e velhice. A partir de depoimentos e leitura a escrita nascerá.

25 de Agosto sábado
Casa do Lago – Jardim Público

Vanda Vilela
“Livros de bolso recheados de natureza”

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Vamos construir pequenos livros artesanais.
Uma receita de mistério e imaginação: 8 papéis | 7 cores | 6 elementos naturais | 5 sombras | 4 fases | 3 livros | 2 mãos | 1 bolso bem recheado!

25 de Agosto sábado
Escola Secundária Diogo Gouveia

Alexis Diaz Pimienta 
Criação poética e jogos orais

Experiência poética que tem como objectivo fundamental incentivar os hábitos de leitura através de jogos orais e mnemotécnicos, improvisações, adivinhas, contos e outros recursos lúdico-recreativos. Utilizando uma metodologia activa e participada, baseada em exercícios e jogos com rima, versos e estrofes, o poeta desperta no grupo o seu potencial criativo.

De forma lúdica potencia-se a concentração, a memória, o domínio lexical e sintáctico e enriquece o vocabulário, potencia-se o carácter competitivo. Hoje, em muitos lugares começa-se a utilizar a oralidade como recurso pedagógico, regressa-se aos exercícios mnemotécnicos, ao ritmo, ao jogo da memória, suportados nos cantos folclóricos e nas formas tradicionais do saber.

25 de Agosto sábado
Escola Secundária Diogo Gouveia

Helena Zália
Livros Andarilhos

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Livros Andarilhos: O carimbo único que se pode reproduzir em mil e uma formas e dar origem a um infinito de histórias, na construção de um livro-objeto.