Joaninha Duarte

Sou Joaninha Duarte. Fiz-me assim… lá, num tempo em que a minha bisavó era parteira e só conhecia as letras faladas: “Conto a história da minha terra, em cada parto que faço.” O meu avô só sabia assinar o seu nome, mas era um contador de lérias que quando chegava ao pé de um rancho de pessoal, ria-se dele próprio e fazia rir toda a gente. O meu tio avô era “um poeta popular que acreditava em contos de fadas”, como escreveu Fernando Namora. A minha mãe, nas suas infinitas tarefas, ainda tinha tempo para me embalar e contava-me contos cantados. O meu pai, nas longas viagens que fazíamos, contava-me estórias até chegarmos ao destino. A Ti Toda tinha pena de não saber cantar mas, de tudo fazia uma estória: “Era uma vez uma estória de nada, com umas mãozinhas de nada…” Contava como uma contadora de estórias. Por tudo isto e mais uns taleigos, estou assim… uma contadora cantadeira.

Vai Andarilhar por Beja em:

23 de agosto quinta-feira
21h30 CONTOS D’IR Ó FRESCO
Joaninha Duarte
Santa Vitória no Largo da Praça

24 de agosto sexta-feira
19h30 Barrigas Cheias de Histórias
Joaninha Duarte | Público : pais e filhos.
Jardim Público: Canteiro 1